segunda-feira, 19 de setembro de 2011


Meu olhar, mostra quem eu sou. 
Estou bem, aparentemente.
Minha alma grita, aqui dentro
Pede socorro, avisa que aqui dentro
Ainda bate um coração.
Meu ser no paraíso, 
Está pronto para descansar,
Os amores que a vida me trouxe
Eu não pude viver.
Porque? Eu grito, 
Meus dedos frios
Tocam suas mãos pálidas...
Você me arrasta para um novo mundo,
Onde não há sol, onde não há nuvens.
Onde apenas existe a lua, a escuridão e a penumbra.


Acordei hoje, mas o sol não batia no meu rosto. Foi aí que eu percebi que meu mundo morreu, para mim nada mais interessa, o mundo perdeu as cores, aumentou as dores. Me pergunto o que fiz para ser esse ser maldito, que não vive um momento se quer de paz, ainda que fosse alegria. Busco em meu ser, a resposta pra todas as minhas perguntas, sinto o mundo cair nas minhas costas. A partir de hoje, eu vou fazer tudo direito, eu cansei de tudo.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011


Nos olhos da coragem eu vi o medo,
O rancor a angústia, e a luxúria.
Tantas violetas velhas eu vi passar,
Por o caminho de onde passei.
As flores já não tinham mais cor, 
E o céu parecia cinza.
Fecho os olhos e sinto, 
O frio que a noite me proporciona, 
O silêncio é meu único amigo.
Meus coração sangra, 
Sinto o mundo cair sobre minha cabeça,
E o fogo sobre a minha face.

terça-feira, 13 de setembro de 2011



Em meu doce sonho, encontrei o caminho da felicidade. Talvez se você não aparecesse agora, o que restaria de mim seriam apenas cinzas. Minh'alma gritava de dor, procurando o paraíso, vagando por este mundo onde as flores não brotam como antes, onde os animais não falam , onde os duendes e os cavalos alados agora só existem em contos de fada. O inverno chega, devora tudo com seu frio.Ele não sente piedade de matar lentamente. As árvores congelam e morrem devagar, já não existe mais nenhum tipo de vida. Um dia, você passou, a primavera chegou, você cuidou de tudo, e não sabia o que estava fazendo. E as flores brotaram, o sol raiou, os animais voltaram a falar, Duendes, Unicórnios, Náiades,  e até as fadas apareceram. Assim comigo fizestes, meu coração era um poço vazio, um lugar frio onde não existia amor, nem esperança, não coube espaço nem para o ódio. Você cuidou de mim, e consertou tudo, agora quero agradecer e honrar-te por me fazer feliz a cada dia que passa. Pois se antes em meu coração árvores eram mortas, agora brotam árvores que se podem enxergar do céu. Eu devo tudo a você.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Luar


Espalhei flores mortas, no caminho escuro do coração. Mortas elas secaram e apodreceram. Um dia você planta sementes em meu coração velho e acabado. Um dia você volta, e eu te agradeço por despertar o amor novamente em mim, as flores podem viver eternamente, elas são imortais, assim como o brilho do luar, e a chama do fogo, que nos incendeia. Queria ao menos poder passar a noite olhando você dormir, tão linda quanto a magia do luar. Você para sempre vai ser meu Doce Sonho.

abismo

 
Me lembro de quando eu era apenas uma criança. Antes chorava por um brinquedo quebrado, ou por simplesmente fazer escândalo. Hoje estou aos prantos, por estar distante daquilo que se chama felicidade, porém estou no caminho certo. Ando fraco, e as poucas batidas que me restam neste velho coração, eu guardei pra você. Sinto como se ninguém tivesse compaixão de mim, e o prazer de me causar imensa dor. Algo me arrasta para a penumbra, nesta noite eu já posso ver a lua, mas ela não tem mais brilho. Algo me leva para o fundo do abismo, algo que eu não sei controlar, sinto muito medo. Só você é capaz de me salvar, me tira dessa solidão e agonia, antes que alguém me atire no abismo sem fim.

domingo, 11 de setembro de 2011

Doce Sonho



Feche os olhos e sinta. Sinta como é bom ter novamente algo que já estava morto dentro de você. Sorria, a tempestade já passou. As flores que te dei estão no jardim, já não estão mais mortas. Não consigo ficar aqui, onde a solidão me consome, onde o frio e o silêncio são meus únicos amigos. Me lembro de olhar para o céu e as estrelas, é você que eu vejo. As nuvens não me deixam enxergar a lua. Não me deixe só, nesta noite sem luar, preciso de você ao meu lado. A sensação de amar é tão boa quanto pisar em cacos de vidro. Meu ser já não suporta mais a dor que a solidão me traz. O silêncio grita tão alto, mas ninguém pode ouvir a minha dor. Então chega uma luz, e um caminho aparece. Agora só me resta segui-lo e te encontrar na floresta, A relva e as árvores, me dão medo, mas eu não desisto! Te procuro mas não te vejo, chamo seu nome, mas você não me ouve. Corro entre a floresta verde como seus olhos, paro e descanso. Percebo que você está ao meu lado, imóvel sorrindo para mim, seu rosto angelical e tão doce. Doce mesmo é o gosto dos teus beijos, o calor do teu abraço. Minha língua enche-se de amor e agonia, sinto que minha solidão já chegou ao fim, afinal encontrei você no meu doce sonho.